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As emoções da primeira etapa do YCI

A primeira etapa do XXIV Torneio de Pesca do Yatch Club de Ilhabela foi marcada por muita emoção, bons peixes e o lançamento do livro Peixes-de-Bico do Atlântico

Texto Alberto Amorim
Fotos Christina Amorim

Para fazer pesca oceânica não basta ser pescador. Tem que gostar e enfrentar todo tipo de mar. Em Ilhabela, no litoral norte paulista, o mar azul está a mais de 50 milhas da costa, numa imensidão onde todo o horizonte é só azul da água se encontrando com céu. Dia 5 de novembro, início da temporada de pesca do Yacht Club de Ilhabela, o dia estava ensolarado, mas com a temperatura da água ainda baixa. Um dia de vento forte transformou a viagem para chegar ao pesqueiro, onde os grandes peixes de oceano acompanham as águas quentes da Corrente do Brasil, em uma aventura.

As regras do torneio estimulavam o catch & release (pesque e solte) dos peixes-de-bico – marlins azul e branco e sailfish – com tamanhos mínimos para cada espécie. Pois, quando tagueados e liberados, ainda ganhavam 50 pontos de bônus. Além dos bicos, também eram válidos para a competição a albacora, wahoo, dourado, bonito, cação e barracuda.

A temporada deste ano começou com grande incentivo para as lanchas abaixo de 28 pés, que demoram mais para chegar ao pesqueiro. Entre as dez equipes participantes, cinco estavam em barcos entre 25 e 28 pés. Assim, o diretor de pesca, Laurent Blaha, criou duas categorias, cada uma com premiação diferente. “A ideia é chamar barcos menores para os torneios”, explicou Blaha. A primeira categoria, Open 28, abrange barcos neste limite de tamanho, já a Open inclui todos os tamanhos. 

Na categoria Open, a campeã foi a lancha Tia Cuca, com Meri Terezinha, Wagner e Pedro Cardoso de Maio, e Eduardo Pedrosa, liberando e tagueando um marlim-azul, que valeu 1.500 pontos, somado a um bônus de 50 pontos pelo tag. Em segundo veio a Energy, com Roberto e Gabriel Mangabeira, e Emílio Massoni, com 330 pontos. A lancha Vô Juca, de Maneco Carrano, com Pico, e Felipe Carrano ficou em terceiro com 280 pontos. A equipe pegou o maior peixe do torneio, uma cavala de 22 kg. Em quarto lugar ficou a Brilhante, de Peter Otto Hans Koecher, Fernando Gil, Marcos Leandro e Rodrigo Fonseca, com 144 pontos. A equipe pegou o maior dourado do torneio, um exemplar de 17 kg.

Na categoria Open 28, o primeiro lugar ficou com a lancha Buena Onda, com Roger, Alberto Zanellan e Jailton Francisco, com 136 pontos. A Godofish, com Godofredo Blaha ficou em segundo, com 36 pontos. A Makaira, do diretor de pesca, Laurent, ficou em terceiro, com 24 pontos. 

Durante a confraternização ao final da etapa, o pesquisador Alberto Ferreira de Amorim, do Instituto de Pesca de Santos, e sua esposa Christina Amorim lançaram o livro “Peixes-de-Bico do Atlântico”, que resumem 37 anos de pesquisa científica na área. A publicação do livro contou com o apoio da Ong Vivamar e seus associados, além dos pescadores do Iate Clube de Santos, Iate Clube do Rio de Janeiro, Iate Clube da Barra do Una e Yacht Club de Ilhabela, que possibilitaram a impressão da primeira edição.