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24/04/2009
Torneio Internacional no mar azul do México
Pescadores de diversas partes do mundo se reúnem em Cabo de São Lucas, no México, de 21 a 23 maio para disputado torneio de pesque e solte (catch & release) de peixes de bico
O local é conhecido como a Capital Internacional do striped marlin, peixe de bico raro em águas brasileiras, que é o alvo do torneio. A competição acontece na parte abrigada do Pacífico, no Cabo de San Lucas, local privilegiado com 160 milhas de largura e 500 milhas de comprimento de águas calmas, que formam uma verdadeira piscina. O Mar de Cortez, ou golfo da Califórnia, é formado pela entrada do Oceano Pacífico numa espécie de corredor, com montanhas e canyons submersos, que produzem correntes ascendentes ricas em nutrientes, chamadas de ressurgências. Parte da abundância de peixes nas águas se deve à ausência de pesca comercial no local, e à prática do catch & release, além do uso do anzol circular, que facilita a liberação do peixe em bom estado, garantindo sua sobrevivência. Esse clima garante pescaria quase o ano inteiro, exceto nos meses de agosto e setembro, que são épocas de mar revolto.
Figura 1. World Championship Billfish Release Tournament
As regras do World Championship Billfish Release Tournament (WCBRT), em sua quarta edição, prevêem o uso exclusivo do anzol circular (circle hook), que permite a liberação do peixe em melhores condições. Segundo o pescador esportivo Marco Ribas, do Iate Clube do Rio de Janeiro (ICRJ), os torneios de peixes de bico de 2008/2009 do clube também adotaram este tipo de anzol. “A ponta do anzol voltada para dentro, além de não machucar fatalmente o peixe, é confeccionada por um material que é rapidamente dissolvido pela corrosão causada pela combinação da água salgada e o suco gástrico gerado pelo processo de digestão do peixe”, explica Ribas.

Figura 2. Comandante da Tarpon Marco Ribas, mostrando o anzol circular
A abundância de striped marlins em Cabo de San Lucas foi comprovada pela grande quantidade de peixes liberados em três anos seguidos das competições do WCBRT.

Figura 3. Striped marlin sendo fisgado
Numa edição menor do torneio WCBRT, realizada dias 7 e 8 de dezembro de 2007, foram liberados 1.157 peixes de bico em dois dias, numa média de 115,7 peixes liberados em cada barco em um dia de pescaria.

Figura 4. Comandante da Reelaxe, Chris Badsey, em San Lucas
Os feitos foram registrados em vídeo, e atestados por observadores de bordo qualificados pela IGFA.

Figura 5. Liberação dos peixes algumas lanchas ao mesmo tempo
O striped marlin, Tetrapturus audax, está presente na parte tropical, subtropical e temperada dos oceanos Pacífico e Índico. É capturado na pesca esportiva e comercial, com registros de exemplares até 190 kg. O nome striped, em português listrado, vem das linhas verticais em seu dorso, que o diferem visualmente do marlim-azul.

Figura 6. Destreza dos comandantes na liberação dos peixes ao mesmo tempo

Figura 7. Striped marlin sendo capturado

Figura 8. Striped marlin sendo liberado
O WCBRT estimula o pesque & solte (catch & release) e o uso do anzol circular, ideal para essa modalidade de pesca.
Mais informações sobre o torneio estão no site www.wcbrt.com e nas matérias anteriores deste site. Entrar em Colunas: Equipe da Reelaxe libera 190 marlins em sete horas e bate recorde mundial; Brasileiros se destacam em Torneio Mundial da IGFA; Recordista mundial conta os segredos da liberação dos peixes de bico. Também no site www.icrj.com.br. Entrar em Iate Clube e em seguida em Revistas, N 267, pg 6.
As fotos foram cedidas gentilmente pelo pescador esportivo sul-africano Chris Badsey.

Figura 9. Comandante Chris Badsey, em Cabo Frio
Saiba mais sobre a pesca com anzol circular na nossa próxima matéria “Pescar é legal, mas soltar o peixe é fundamental”
Apoio: Instituto Pesca, Iate Clube do Rio de Janeiro, Costa Azul iate Clube, Iate Clube de Santos, Yacht Club de Ilhabela, Iate Clube da Barra do Una, Nupec, Vivamar, Museu do Mar e Prefeitura Municipal de Cabo Frio, The Billfish Foundation, World Championship Billfish Release Tournament e Fundamar.
Alberto de Ferreira Amorim é engenheiro agrônomo, doutor em Ciências Biológicas na área de zoologia, Pesquisador do Instituto de Pesca em Santos-SP e conselheiro da SBEEL.
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