ALBERTO AMORIM

Alberto Amorim 13/12/2006
Primeira marcação eletrônica de marlim branco

Um projeto pioneiro para estudar peixes de grande porte no Brasil, começa a ser desenvolvido com o apoio logístico de pescadores esportivos. Dentro deste programa um marlim branco, de cerca de 2 metros e 50 kg, recebeu uma marca eletrônica que irá acompanhá-lo por 60 dias.

Foto: Christina Amorim
Marlim branco com duas marcas a eletrônico e a comum

Após a data programada, a marca se desprende sozinha e transmite via satélite informações de movimentação, profundidade, e temperatura da água no mencionado período. O professor Alberto Amorim, do Instituto de Pesca de Santos, coordenou a operação a bordo da lancha Attack, do comandante Arthur Santos Netto e pescador Gustavo Santos, saindo da sede de Ilhabela do Iate Clube de Santos (ICS) no dia 18 de novembro.

Foto: Christina AmorimFoto: Christina Amorim
Pescador Gustavo com o peixe na linhaO farnangaio é a isca natural preferida para a pesca de peixes de bico

Dentro do projeto, esse é o primeiro marlim branco a receber esse modelo de marca, chamado de PSAT (Pop-up Satellite Archival Tag), desenvolvido na década de 90 nos Estados Unidos. O projeto é coordenado pelo engenheiro de pesca Fabio Hazin, doutor pela Universidade de Tokyo, Japão, num programa de cooperação científica entre a Universidade de Miami, na Flórida, com a Secretaria Especial de Aqüicultura e Pesca (Seap), Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE) e Instituto de Pesca. Pescadores do Iate Clube de Santos (ICS), sob a coordenação do diretor de pesca David Alhadeff, colaboraram com o estudo, levando o pesquisador a bordo para a colocação da marca.

Após dois meses a marca se desprenderá sozinha do peixe, boiará até a superfície e enviará todas as informações ao satélite Argus mais próximo, que enviará à Universidade de Miami, e depois para o Brasil.

Foto: Christina AmorimFoto: Christina Amorim
Antes de colocar a marca, a data de soltura é programada no computadorMarca já está programada e será então colocada no marlim branco

Caso o peixe mergulhe além de 500 m a marca está protegida por um dispositivo (guilhotina) que vai cortar a linha e soltar a marca. Também se o peixe morrer, a marca se soltará sozinha do peixe após 24 horas.

APOIO: Instituto Pesca; Iate Clube do Rio de Janeiro; Costa Azul Iate Clube; Iate Clube de Santos; Yacht Club de Ilhabela; Iate Clube da Barra do Una, NUPEC; SBEEL; VIVAMAR e Museu do Mar.

Alberto de Ferreira Amorim é engenheiro agrônomo, doutor em Ciências Biológicas na área de zoologia, Pesquisador do Instituto de Pesca em Santos-SP e conselheiro da SBEEL.


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